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Luta

As vozes do meu silêncio
falam de meus segredos
de meus limites e  medos
Não têm piedade de mim.
Segredos de meus amores
Limites de meus pudores
E medo de meus tremores
Como viver assim?

E uma questão se agiganta
(A alma calada escuta)
Se minha mãe era santa
Eu sou filha de quem?

E vejo no quarto escuro
Procissão de corpos nus...
Procissão que me seduz
Sem piedade de mim.
Meu corpo então se acende
Mas minh’alma não se rende
À profana procissão.
Como viver assim?

E a questão se agiganta
(Meu corpo agora é luta)
Se minha mãe era santa
Eu sou filha de quem?

Abram asas, alcem vôo
Ó vozes que  me atordoam,
Ó visões que se amontoam,
Na minha alma pequena
Pousem bem longe de mim
Me quero em paz, serena
E deste martírio o fim.

Se minha mãe era santa,
Por que desejo a maçã?
Só meu corpo se agiganta
A alma nasceu anã.
Emília Casas
Enviado por Emília Casas em 15/01/2006
Código do texto: T99283
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Sobre a autora
Emília Casas
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 69 anos
22 textos (841 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 19:50)
Emília Casas