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A tempestade

Nessa madrugada de tudo acordado
entregue a um espaço alheio
a esse meu convívio

meus olhos
vestem ângulos abstratos

à luz pálida
uma faísca azul se aproxima
dobra-se num movimento
minucioso e continuo

distraio-me com a cortina
que dança como uma afoita bailarina
a dança das chuvas perigosas

Pela centelha de luz
relampejando nas paredes
minha sombra grita
em desespero

e brotam
samambaias
em meus cabelos

meu pai e eu
nunca soubemos
enfrentar as tempestades

tínhamos medo
ate de um sopro.
ULISSES de ABREU
Enviado por ULISSES de ABREU em 09/04/2006
Código do texto: T136454

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Sobre o autor
ULISSES de ABREU
Viçosa - Minas Gerais - Brasil
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