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O RIO E A CIDADE

Olho as portas da velha cidade
Fechadas, sem luz de ideais
Chaves perdidas nas águas do cais
A cidade esconde em seu nome
Águas turvas de um rio
Que um dia...
Ao velho Quintana inspirou.

As águas turvas do rio batem na velha pedra
Que repousa na areia em anos de história
E já não tem mais memória da água sem mancha
Do barco que deslancha em
Lua-de-mel com a cidade
São turvas em chagas
Turvas em mágoas
Turvas em dor
Sombras do mundo.

Águas turvas banham a cidade
E ao povo que se julga de luta
Que nem mais disputa a água do rio
O maior dos desafios...
A noite perde-se em cor única
Denegrido pelas horas
Em ballet de segundos
Não resta uma única luz
Só a lua ilumina
O rio que já não se fascina
Em banhar um porto que se diz alegre
Sem risos
Sem flores
Sem cores
Porto Alegre?

      Poesia publicada no livro Vai e Voa, Edições Caravela,Porto Alegre, 1991, pág. 78.
pássaro poeta
Enviado por pássaro poeta em 10/04/2006
Código do texto: T137032

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Sobre o autor
pássaro poeta
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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