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                         O NAMORO DA ROSA

 

 

Não sei se é dália ou rosa

Espiando-me pela greta do muro

Ah! É uma rosa muito chorosa.

Flertando com este poeta, eu juro.

O que aconteceu com a coitada?

Tão caída só e muito triste.

Absorta, sozinha e ensimesmada.

Quem ao vê-la a dor não resiste.

Rosa triste eu nunca vi.  Poxa!

De pétalas soltas semi-murcha

Nervosa de raiva ela está roxa

Atrevido menino sua haste puxa.

Vou me casar com essa rosa

Pedirei as suas mãos: suas pétalas

Ficará envaidecida, mui orgulhosa.

Como noiva deste pobre poeta.

E, desse conúbio vegetal-humano,

Brotarão rosinhas e rosetas

E um machinho de nome gerânio

Prá orgulho da rosa, doce ninfeta.

E o poeta se fará poeta jardineiro.

Entre as flores assanhadas desse jardim

Extasiando-se no matinal aroma primeiro

Das pétalas rosa de rubro carmesim.

 

 

 

Eráclito Alírio

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 26/11/2006
Código do texto: T301700
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira