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Chuva de prata

Uma estrada em cujas margens, a água
Cai e escorre nas calhas, sob a chuva
Um menino caminha em busca da sobrevivência
O sonho invade a solidão de seu deserto
Que por certo é a que eu sinto agora.

Tenta refazer seu pensamento, mas a tristeza
É tão avassaladora que deixa seu coração
Moribundo, a chuva aperta, cai torrencialmente
E de repente eu busco na lembrança
De outrora o amor que meu antepassado renegou.

A chuva devagar vai cessando, a roupa
Do menino também devagar vai se secando
Mas a aluvião colada em seus pés insiste,
Persiste até encontrar uma poça e eu choro
Com desejo de banhar-me no adocicado vinho do amor.

O menino chega ao seu destino, que sorridente brinca na lama,
Esquece seu afazer, corre para lá e para cá na estrada
Desenhando “M” e eu me insiro em sua alegria,
Que mesmo tardia vem como uma flecha me atingir o coração.

R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 12/09/2007
Reeditado em 12/09/2007
Código do texto: T648987
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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2 e-livros (429 leituras)
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R J Cardoso

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