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O porto




Sinto-me um velho porto
Varias vezes encoberto
Emergindo recorrente
Das ressacas da minha mente
Há muito a descoberto
Sob o sol inclemente

Amigo das embarcações
Cansei de chorar às partidas
De festejar atracações
De curar tantas feridas
De fincar os meus grilhões
Recomeçar minha vida

A vela que aparece
Com seu branco no horizonte
É o lenço que se vai
Acenando noutro instante
Somente as águas inquietas
São estáveis companhias
E o vento que se repete
Numa eterna sinfonia
Edbar
Enviado por Edbar em 09/11/2007
Código do texto: T730485
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edbar
Recife - Pernambuco - Brasil, 66 anos
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