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VAGA-LUMES

Vez em quando me pego sozinho, em uma casa de uma propriedade rural que possuimos no meio do sertão paulista. Lá pelos lados de Guaimbê. Centro-Oeste do estado.  A cidade mais conhecida por perto é Marilia que dista uns 75Km dalí.
Lá as noites são mágicas, salpicadas de estrelas e silencio absoluto. Os bichos noturnos, que não são poucos, também são silenciosos. Corujas brancas, sapos, polias, besouros que são atraídos pelas lâmpadas fluorescentes do barracão dos tratores, que permanecem à noite acesas e os vaga-lumes. Estes últimos aparecem mais raramente e são os mais belos.
Lembram muito minha infância, quando os apanhava e os colocava em um pequeno vidro de Guaiacol vazio (Aquele substância ligeiramente anestésica que se punha na boca para diminuir as dores de dente).
Eles acendiam na noite, dentro do vidro e tinha eu então a minha "lanterna Mágica". Ficava orgulhoso de mostrar isso, principalmente aos colegas. Coisas de menino interiorano que não tinha muitas opções de brinquedo, lá pelos idos de 60, mas que tinha imaginação de sobra.
Havia uma música que cantavamos para "atrair" nossas vítimas. Vendo estes vaga-lumes, semana passada me lembrei da música, cujas letras vão aí embaixo para voces relembrem. Sei que muitos a cantaram também. Perdoem a simplicidade da mesma, mas são reminiscências e saudades daqueles tempos bons.

Vaga-lume tem-tem
Seu pai está aqui
Sua mãe também

Vaga-lume tem-tem
Ilumina a noite
O dia também

Vaga-lume tem-tem
Seu amor sumiu
O meu não vem

Vaga-lume tem-tem
Sua luz se apagou
A minha também
Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 25/11/2007
Reeditado em 26/11/2007
Código do texto: T752687

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Sobre o autor
Celio Govedice
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil
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Celio Govedice