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No fastio da tarde

No fastio da tarde,
A seriema cantarola um desabafo
Com as penas do pescoço, assombradas,
Empoleirada na última réstia de sol

No fastio da tarde,
Uma perdiz invejando a seriema
Trila comprido procurando a companheira
Pelos labirintos secos do capinzal

No fastio da tarde,
O gado cabisbaixo deixa a mata
Em fila, mugindo, malha os cascos no carreiro
Ansiando a chegada ao bebedouro

No fastio da tarde,
Surge um homem montando em seu cavalo
Aboiando velhas cantigas da lida
Arrebanhando sua boiada imaginária

No fatio da tarde,
Chega de longe o zunido da cigarra
Adormecendo de um todo o meu dia
Pondo asas aos voláteis pensamentos













José Mattos
Enviado por José Mattos em 23/11/2005
Código do texto: T75347

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Sobre o autor
José Mattos
Santa Rita do Pardo - Mato Grosso do Sul - Brasil, 52 anos
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1 e-livros (48 leituras)
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