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SOM DA NOITE

Silêncio denso sibilando entre os sicômoros
que é sinônimo da saudade e desamor
desbota a cor do arco-íris, firmamento
fica cinzento, fica frio e fica nu...
 
Tal qual Pagu eu rodopio em plena noite
sentindo o açoite do silêncio entre a folhagem
triste paisagem... tela de um artista insano
que, desumano, pinta cenas sem sentido.
 
No meu ouvido, ressoa o eco do teu nome
e minha fome do teu beijo não sacia
sigo vazia, sigo vazia, oca, surda, solitária
 
indumentária folha-seca, quebradiça...
uma cobiça do teu corpo mora em mim.
Por tua culpa, o meu inverno não tem fim
lisieux
Enviado por lisieux em 25/03/2005
Reeditado em 25/03/2005
Código do texto: T7927
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Sobre a autora
lisieux
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
394 textos (14454 leituras)
3 e-livros (409 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 22:43)
lisieux