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Negritude

Oh! Zumbi que se foi...
 Em 20 de novembro você vem.
Cita a cútis que tem.
Avança por esse mundo desdém.
Reivindicando seu marco.
Chicoteando a sociedade;
Porque ainda clama por liberdade!
Pretendendo só felicidade.
Sem qualquer tipo de maldade.

Essa pele não é só textura.
Possui também ternura.
Modelo de todas as branduras.
Versada com esplendor lá das alturas.
Aqui em baixo brilha com fartura.
Mostrando toda formosura.
Diante dessa brancura.

Homens de brilhos mil.
Uns até nasceram no Brasil.
Outros vieram em nau mercantil.
Aqui sofreram neste mundo vil.
Poderiam até ficar hostil.
Mas preferiram sorrir
Para poder fugir.


Mas encontraram Izabel.
Bem mais forte que o Coronel.
Foram coroados com a liberdade
Mas o momento ainda era de saudade.
Voltar não havia possibilidade
E assim vagaram pelas cidades.
Não eram da sociedade.

E agora José?
Para onde foi nosso povo
Moram naquela casinha no morro
Só há lembrança os quilombos.
Muitos estão lá nas favelas.
Com um forte cheiro que exala.
Como se ainda fosse senzala.
E ainda assim esse povo não se abala.
Com sua voz que não se cala.

Outros são autoridades.
Até encontraram felicidade.
Mas ainda se queixam das maldades.
Quando há dúvida sobre sua honestidade.
Delatando-os para a criminalidade.
Sem nenhum fundo de verdade.
Eles só querem a igualdade;
Mas agora...
Não na eternidade!!!






Machadinho
Enviado por Machadinho em 19/11/2007
Reeditado em 28/11/2007
Código do texto: T743709
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Sobre o autor
Machadinho
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil
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