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TRIBUTO A TIRADENTES

Feriado, vinte e um de abril de 2004.
Dia da Inconfidência Mineira!
Para uns, dia de reflexão, para a maioria, diversão.
Para alguns, dia de cão... onde a morte acontece,
a vida favorece e o amor para muitos, carece...
Hoje, será um daqueles dias demorados.
Uns com bom humor, outros mal-humorados,
alguns, neutralizados...
e o que comemoramos na Inconfidência Mineira?
A ausência, apenas de um Tiradentes?
De um sonhador, de um quase doutor?
De um coração livre, de uma pessoa de idéias nobres?
De um nacionalista, ou de um simples homem brasileiro, como tantos outros?...
Esquartejados, fragmentados, escandalizados, desamparados?...
O que estamos a comemorar?
Uma história incompleta, uma versão ilusória?
Alguém que não teve vitórias, ou um simples homem brasileiro, como tantos outros sem a honra da glória?
Sem o amor da Pátria, sem o incentivo da alma, sem garantias,
nem padrão, sem o capitalismo, sem regalias e sem subordinação.
Tiradentes fora tido como anarquista, como culpado de um crime sem vítimas, mais um vencido na disputa pela igualdade.
E como ele, todos os dias sentenciam a morte de outros Tiradentes. São também, inconfidentes desta sociedade moralista, os inocentes vistos como farrapos de gente, como projetos sem vínculos e nem patentes.
Os sem teto, os sem bagagem da nação crescente e globalizada...
Um dia houve um homem corajoso, destemido, ousado... e morreu por todos, mas permanece no esquecimento secundário.
Nós o matamos todos os dias nas páginas silenciosas da história.
A liberdade que ele tanto almejou, ainda permanece incógnita
sobre os escombros da honra, da justiça e da igualdade e a sua dor exala ainda, o odor contaminado da indignada humanidade...
       
Fim desta, Cristina Maria O. S. S. - Akeza.
Akeza
Enviado por Akeza em 10/12/2005
Reeditado em 11/03/2015
Código do texto: T83950
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Akeza
Canavieiras - Bahia - Brasil, 55 anos
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