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Poesia do cotidiano...


Tão logo amanheceu o dia

Levanto da cama, ao lado fria...

Cadê a poesia?


Acordando no chuveiro,

Nossa que água fria!...

Tou de mal com a poesia!


Da copa à cozinha

Cheirando a café sem açúcar

Cética, minha fé caduca...

Não existe poesia!


Crianças em fila no portão

Sorrisos e acenos de mãos,

No coração alguém sorria...

Será a poesia?


Volto catando ecos e brinquedos

Nos costumeiros rastros da alegria,

Sem dúvida ali estava, eu a via...

Ah, a poesia!


Olho em direção à rua

Ainda vestido no voil da manhã

De mãos dadas com o sol,

Lá está o meu dia...

Arre, tanta poesia!


No arvoredo a passarada

Em alegre sinfonia

Não poupa na melodia...

Como é linda a poesia!


Na cozinha, ainda cheirando a café

Vejo-o de pé, aguarda o desjejum

Nos olhos e na boca,

o doce igual a nenhum...

Hum... Gostinho de poesia!


Estende-me o olhar e a colher

Experimento a delícia e o que é...

Nos gestos, desejos se repetem:

Amor tenha um bom dia!

Encantadora poesia!

Marilú Santana – março/2006
Marilu Santana
Enviado por Marilu Santana em 22/03/2006
Código do texto: T126843
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Sobre a autora
Marilu Santana
Paulista - Pernambuco - Brasil
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Marilu Santana