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Tuas bochechas cor-de-cobre

A criança me olha desconfiada, e eu mais criança
Fico sem graça diante de tamanha esta, olhos
Grandes que acariciam o fundo dos meus
E eu nem preciso fazer o mesmo, pois, fundo os dela nem tem
Que eu navego também e os castanhos castos querem
Que eu navegue também
Num instante do tempo que não é contado
Em horas certas, nossas horas não tem
Sessenta minutos, têm problemas diminutos
Como, o que fazer depois de sorrir
Rir mais...

O tempo que num instante volta e num pensamento
Já passou, tempo que passa o tempo que passou
E os mais profundos mares estão agora calmos
Já que sob o verde da noite de quase-luar
De luzes amarelas fora embora
Mas, dentro do teu coração pequeno
Amor ainda mora, e amor é fogo que arde sem se ver
Coisa rápida como as cinzas do nosso presente-passado
Diante dos nossos olhos descompassados
Qual não conseguimos ver
Qual não conseguimos ver

Criança, junta as mãozinhas frágeis e sorri
Suas bochechas cor-de-cobre
Estes pés pequenos e linhas horizonteadas
Esparças...E eu nem sei o que isso significa, mas sei lá,
Sei lá...
Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 04/06/2006
Código do texto: T169145

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
912 textos (98479 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 06:04)
Andrié Silva