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Beijo de Hortelã

Hoje é dia pra se cantar,
A poesia está aí.
Se eu não souber encontrar,
Vou tentar descobrir.

Olho a abelha fazendo o mel,
Cubro a orelha com o meu chapéu.
Pinto o sol de uma vida
Colorida no papel.

Procuro chegar de mansinho
Lá no ninho do canário,
Que não precisa sentir
A corrosão do salário.

Faço careta pra chuva,
Quero a uva e a maçã,
A quem eu quero pedir
Um beijo de hortelã.

Hoje é dia de não ligar
Pra nostalgia que nunca diz
Que é preciso sonhar
Ou brigar pra ser feliz.


Rio, 1977
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 11/09/2006
Código do texto: T237300

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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