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Lá vem o sol

Psiu!!!  Você aí, que está triste!

Olhar perdido sem mesmo fixar o horizonte.
procurando saber onde o sol se esconde,
Para correr atrás dele, quando o dia vai dormir,
E por sentir bater na alma vento tão frio
E por mais que insistas em tentar sorrir.

A aragem lhe faz calafrios no corpo
As nuvens cinzentas chegaram para ficar
Corra, fuja deste morto ser estar
Agarre-se ao sol em seus últimos raios
Atravessando os morros, rasgando a floresta

Colocando a passarada em festa
Brilhando para os passageiros do ônibus
Desvirginando, se apossando, na janela, pela fresta,
Acariciando, aquecendo, construindo, anoitecendo.
Será sempre feliz por onde quer que vá

Não ousa encarar o horizonte nem lá se fixar
Quando o imaginamos, lá vai longe
Em seu eterno viajar, alguns despertar
Além acariciar, tingir os rios de prata
E as folhas e frutos amorenar

Para a moça formosa que passa sem graça
Voltar amanhã cedo sua pele bronzear
Quando ela lá estiver a desfilar...
Nas areias dos tempos
A lembrança perfilar os dourados tempos.

Lá vem o sol dourado, o corpo do amado,
O amor consagrado, o tempo perpetuado
Na fimbria da fronte do deus escondido
Do rosto suado cheio de pecado
De apenas ter existido no anomimato.




Aradia Rhianon
Enviado por Aradia Rhianon em 07/11/2006
Código do texto: T284898

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Sobre a autora
Aradia Rhianon
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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