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MINHA SOMBRA

Quando amanheceu me escondi, me encolhe
Todos os meus sonhos
Colei na parede
Como num mural
Fiquei entre as sombras
Do coqueiro e das bananeiras no quintal

Quando a tarde chegou
Derramou fachos de luz
Entre as cúpulas das arvores
Agachei-me e me cobrir com folhas
Fiquei numa bolha
Escondendo-me da hora
Enquanto via ir embora
Os meus ideais objetivos
Como se em nenhum momento
Eles compusessem a minha vida
Nem mesmo como um gemido
Um lamento, sem sentimento

E assim em cenas como num filme
Debrucei-me a ver
E não entender tudo aquilo a acontecer
E a minha vida o que fiz dela agora
Joguei fora? Assim de forma tosca
Que coisa! E os meus sonhos?
Eram assim tão medonhos?
Que se afastaram de mim?
Não eu não posso acreditar
E nada disso vou aceitar...

E um pouco triste estendi o olhar no vazio
Como a imaginar um rio...
Quando a noite chegou
A lua iluminou deforma tão intensa
Bela, exuberante
E  as estrelas!
Essas eram diamantes
Parecia estar numa janela vendo uma pintura
Uma tela
E ao observar direito vi que meus gestos
Repetiam-se
Era minha sombra não era “EU” que estava ali
O tempo todo se fazendo passar por mim

Olhei-me por inteiro
Estava completo
Com meus sonhos, meus ideais
Objetivos, metas e muito mais
A minha vontade de amar
De conhecer de me entregar
A uma bela historia de amor
Com paixão, com excitação, com magia, com sabor
Com cheiro de mar...






JORGE BRITTO
Enviado por JORGE BRITTO em 14/11/2007
Reeditado em 15/11/2007
Código do texto: T736632

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Sobre o autor
JORGE BRITTO
Sumaré - São Paulo - Brasil
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JORGE BRITTO