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IMORTALIDADE

Poema em parte dedicado à minha nova amiga Sónia, para que a sua dor passe depressa

IMORTALIDADE
(Letra)

Observo-te
Com o pormenor de uma lupa
Como se nada se passasse
O tempo é um veneno
Com o rotulo

Imortalidade

Estou cansado de estar
Sem nada realmente
Ver ou poder concretizar

Imortalidade

Pois as feridas exteriores
Estão sempre a sarar
Mas as interiores
Demoram uma eternidade a cicatrizar

Imortalidade

E passo por momentos
Ou lugares
Onde Antigamente fomos felizes
No tempo das Pirâmides
Onde dissemos tudo um ao outro
Fruta que colhemos demasiado cedo
Dos nossos mal guardados íntimos pomares

Imortalidade

Agora o mundo parece-me demasiado pequeno
Sem a tua presença
Pois ocupa-lo todo
Na tua ausência

Imortalidade

Porque se a vida vale por um momento
Foi nesse instante onde tudo podia ter ganho
Tudo desperdicei
Que eu hoje tudo lamento

Imortalidade

E foi numa rua qualquer da Cidade Luz
Que ouvi um piano
A fazer lembrar a tua voz
Que tudo seduz
Que tudo seduzia
Nestes tempos novos
Da mais pura utopia
Porque dizem que o tempo
É um grande escultor
Talha em nós os sentires
Que abafam a antiga dor
Pele incómoda
Debaixo da qual
Surgirá a mais pura alegria
Tempos Gloriosos
Nos quais nos ergueremos para sempre
Construindo um Império De Magia
Onde a Perenidade
Será a mais pura realidade
Pois basta sonharmos
Nem que seja por um segundo
Para atingirmos a

Imortalidade
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 11/04/2006
Código do texto: T137228

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes