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Comboío de Emoções

Queria parar o combóio de emoções
Que dilacera e queima o meu ser
Que me leva em infinitas direcções
Do qual não me consigo esquecer

Queria apagar o que sinto
Esconder-me de mim própria
Fazer de contas que não existo
Abandonar-me à própria Morte

Morte de afectos e sentimentos
Todos aqueles de que sou guardiã
Mas que se revelam inuteis e sem sentido
Perante um mundo sem brilho e cruel

Queria queimar numa fogueira
Tudo aquilo que alimenta o meu coração
O que ninguém entende, nem quer
Guardado sobre a forma de recordação

Tantos sonhos, amor e amizade
Tanta ausência, cisrcubstância, sofrimento
Tantas lágrimas cujo sentir ninguém compreende
Tanto afecto disperso e rejeitado

Não entendem a dor sincera e profunda
Que asfixia e aperta o peito
A sensação inglória de querer respirar
De acordar sem ter vontade de continuar

Num abismo entre o coração e a alma
Não existe sossego nem controlo
Resta apenas desilusão grandiosa
Espelho da solidão invejosa

Que arde maleficamente dentro de mim...
Sonya
Enviado por Sonya em 13/04/2006
Reeditado em 03/07/2006
Código do texto: T138311
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Sobre a autora
Sonya
Portugal, 34 anos
170 textos (17297 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 20:20)
Sonya