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A ROSA


Para: Ninna Alexandra Villares
(São Paulo-SP)



Deus cobriu a rosa de véus,
Aveludados, perfumados,
Puros, nobres, virtuosos,
Matizados, multiformes.

Em virginal manhã primaveril
Vestiu a jovem de encanto,
Recato, elegância, graça,
Infinita candura juvenil.

Deu-lhe um trono, criou-a esguia,
Bela entre as belas, rainha do dia.
Cercada de cravos, ervas daninhas,
Contra indelicados, espinhos.

Enquanto virgem, imaculada,
Embeleza, enfeitiça, agrada,
Guarda o amor, a cor, a flor,
Para aconchegar o canto do lar.

No lar reina, seduz, entrega-se, ama,
Enche a casa de alegria, harmonia,
Produz flores, frutos, amores, aromas,
Destino eterno: ser amada, ser rainha.

Se antes cai o véu, do céu a vergonha,
A pétala seca, amarela, desvirtua-se,
Perde-se viço, graça, nobreza,
No íntimo a dor, a perda, cria ninho.

Restarão pétalas espalhadas,
No chão, na lama, ao vento, ao léu,
Colhidas aqui, ali pelo lixeiro,
Joguete nas mãos de crianças.

Ou secas entre páginas de um livro,
Amareladas, não lido, pornográfico,
Exposta na banca de revistas usadas.
Ao fim uma haste, um miolo despidos.



II Timóteo. 2:22 e I João 3:3





Muniz de Albuquerque
Enviado por Muniz de Albuquerque em 02/06/2006
Reeditado em 02/10/2011
Código do texto: T168330
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Muniz de Albuquerque
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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