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AGENOR


Agenor Menezes,
que devia ser da Fonseca.
- O Fonseca que o Cartório engoliu!
e eu tenho uma raiva...

Que o sujeito mude o nome porque não gosta
ou porque tem queixas,
isso vá lá que seja.
Mas,
ter o nome roído na pena do escrivão,
aí é uma droga,
para não dizer maior palavrão!

Pois foi assim com o Agenor
e com muita gente mais nas terras dos Rodelas.
Os Rodelas...
Ah os Rodelas!
Se eu pudesse dizer...
Melhor,
se tivesse coragem de dizer...

Se incomode não, Agenor,
nos seus oitenta anos,
que eu tenho cinco mais
e estou indo bem, muito bem, obrigado,
fazendo tudo direitinho,
tomando até uma caninha e uísque todo dia!

Nós, meu primo, somos uns heróis...
Aliás, heróis foram nossos pais,
nós ficamos apenas no meio,
quero dizer, meio heróis.

Quantos sóis passaram nos oitenta anos?
Multiplica por trezentos e sessenta e cinco.
Ih que é sol!
Quantos sóis!

Pois bem, iremos a mais, muito mais sóis,
você montado no seu cavalo,
criando cabra e vaca,
eu pongado
no teclado
De um computador,
fazendo o quê?
Passando o tempo,
escrevendo bobagens.

Você criando bode,
eu escrevendo bobagens.
Enquanto o bode da a mesa,
o computador só dá canseira!
Se cada um traz o seu destino,
vá lá que seja!

Orgulha-te de ti,
das filhas que criaste
e, pelo próprio brio,
pelo querer, com teu apoio se encaminharam
para oferecer-te netos.

Só me dano,
porque perderam estes o Fonseca,
esse nome que nos Rodelas é o maior de todos!

Mas, olha, Agenor, olha bem!
Agradece a Maria!
Esta sim, foi tua guia
e guia da meninada.
Eu, de mim,
me honro de ser seu primo afim.
Afim... afim... afim...
Mil vezes melhor que muitos dos que são sim,
quero dizer de sangue!

Porque,
também há cada Fonseca ordinário...
Mas esses rezam noutro rosário
que pôs contas brocadas no Fonseca antigo.

Não nos incomode não,
em toda família há disso,
porque em toda família há mistura
de sangue bom e sangue mau.

Orgulha-te Agenor,
orgulha-te do Oliveira,
(falo de sangue)
que esse,
somada ao Menezes da Fonseca,
deu de primeira!
Eu, de mim,
me orgulho tanto
da prima e das sobrinhas,
como do tio
e do primo.
Em 27-11-005
joaojustiniano@terra.com.br
www.joaojustiniano.net



João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 08/06/2006
Código do texto: T171516

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
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13 e-livros (1027 leituras)
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