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NO DIA EM QUE DEUS MORREU

À Sónia Borboleta Imperatriz e Rainha, porque acima de tudo és a minha Rainha, pois desde que te conheci que as coisas passaram a ser mais belas, infinitamente mais belas, pois tu tens esse dom soberbo e único de transformar tudo em belo, mesmo a tristeza

NO DIA EM QUE DEUS MORREU

(Poema de um agnóstico a alguém especial e ao seu deus)


Tudo o que era belo
Desapareceu

No dia em que Deus morreu

Perdi toda a minha alegria
Pois com ele
Desapareceu para sempre a poesia

 
Fiquei cego e tudo deixei de ver
Pois ele era a luz
Que as trevas fazia desaparecer

O mais profundo amor
Transformou-se numa louca agonia
Porque não sei viver sem amor
Pois sem ele nada faria…

A música
Passou a ser o mais pesado silêncio
No reino do qual
Perdi o alento

Mas isto
É uma utopia
Pesadelo
De um não crente
Isto será uma realidade
Quando não estiveres presente
Pois nesse dia negro
As estrelas
Deixarão de brilhar
E eu perderei
O brilho do meu olhar
Pois o pequeno mundo
Que pensas que és
É parte do meu Universo
Inamovível fé
Acredito no que vales
E poderás valer
Crença que poderá mover montanhas
Pois a tua força
É capaz de coisas tamanhas
Inclusive capaz de me fazer acreditar
Que o Invisível
Deixou de reinar
Nos teus sonhos
Que gostava que fossem os meus
Mas isso é algo
Só ao alcance de

 
Deus

Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 17/06/2006
Código do texto: T177427

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes