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Verdades



Quando nas horas mais tristes clamei por ti
Ouvi somente o eco de minhas próprias palavras devolvidas pelo vento.
Quando as lágrimas amargas traçaram sulcos por minha face
Encontrei consolo, que ironia, em meu próprio pranto.
Quando a dor da solidão açoitou meu coração atormentado
Foi o meu lamento silencioso o bálsamo que tive.
Quando foram as tuas palavras que me feriram a alma
Fizestes ouvidos moucos as minhas súplicas.
Mesmo quando me negastes o sorriso amigo
O conforto negado encontrei em minha tristeza.
Agradeço-te por tudo que não me deste:
Consolo, apoio, amizade;
Porque assim me obrigaste a encontrar em meu íntimo
A força que mantém vivo o espírito.
Pude, graças a ti, tornar-me alguém melhor e mais forte.
Tornei-me mais rico porque estive onde só vai aquele que nada tem.
Emergi do lodaçal e aprendi que só sobrevive quem tem os pés firmes na rocha.
Compreendi como alçar-me ao firmamento porque visitei o inferno.
Sim, devo agradecer-te!
Por tudo que deixaste de fazer foi que  tornas-te possível meu aprendizado.
E tornando-me o que hoje sou, sei que devo retribuir-te.
Mas não tema, pois também aprendi que só os fortes de espírito sobrevivem, e como sei que a omissão é a tua fraqueza, estarei junto contigo quando de mim mais necessitares, para dar-te o apoio, a amizade e o consolo que me negaste um dia, porque precisarias deles muito mais do que eu!
Liane Furiatti
Enviado por Liane Furiatti em 28/07/2006
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T203914
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liane Furiatti
Curitiba - Paraná - Brasil
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Liane Furiatti