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Por favor... Julgue-me sóbrio

Quantas vezes despertei
Minha vontade cretina
Assim que desaguei
Meus olhos nessa menina

Hoje nem mais a percebo
Sabemos como há de ser
Cultua um jovem mancebo
No qual visa estabelecer

Somente suas vaidades
Tornam-na mais exibicionista
Não crê em nenhuma verdade
A moça que se diz feminista

Só pensa em envelhecer rica
Odeia a vida simplista
Não gosta de Drummond
E detesta os modernistas

O que poderia fazer
Para ser menos recusável?
Até ateu deixei de ser
Somente para ser agradável

Vejo inconformado
Com essa amostra de descaso
Agora um ser desfigurado
E convicto do seu fracasso

Na ambição colhida em grãos
Saudei meus concorrentes
Agora são todos meus irmãos
Conforme a religião vigente

Ainda desmotivado
Entrego-me a boemia
Já posso ser admirado
E escrever com alegria?
 
Não obtive sucesso
Com minha atriz de teatro
Enlaço a juíza. Novo processo
Estabeleço um novo ato

O ato é bem simples
E vou relatar a vocês:
Levanto um dedo, chamo o garçom
Convidei-a para um drink

Depois de algumas palavras
Brindei à nova amizade
Após a conversa e algumas piadas
Surge mais uma ou duas novidades

E assim deste modo ocular
A juíza sentiu-se uma atriz
Quando nela centrei meu olhar
E admirei seu sorriso feliz.
José Luís de Freitas
Enviado por José Luís de Freitas em 07/08/2006
Reeditado em 24/11/2009
Código do texto: T210785

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Sobre o autor
José Luís de Freitas
Diadema - São Paulo - Brasil, 32 anos
466 textos (177622 leituras)
28 áudios (28261 audições)
1 e-livros (111 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 08:12)
José Luís de Freitas