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NA VIA LÁCTEA

Àquelas e àqueles que me chamam Amigo, e em especial a uma certa Borboleta, cujo um dos seus muitos e belos poemas me inspirou este
                         NA VIA LÁCTEA

Numa noite sem nada
E cheia de sonhos
Um copo de leite
Fui lá buscar
Para ter
Um soninho descansado
Ao deitar

Na Via Láctea

Peguei nas suas doces estrelas
E guardei-as num farnel
Para um lanchinho
A meio do que me atormenta
Para que os pesadelos
Terem
Um sabor a mel

Na Via Láctea

Vi todos os que estimo
Que estão separados
Nesse sonho estávamos juntos
E não
Cada um
Para seu lado

Na Via Láctea

Tudo quanto aqui na Terra
É um lugar comum
Lá é tão belo
Como em lado nenhum

Na Via Láctea

Aprendo
A verdadeira
Dimensão do ser
Que para querer ambicionar
Ser amado
Tem antes disso
Que amar
Mesmo quem o ame
Que embora distante
Está a seu lado

Na Via Láctea

Sou abraçado
Acarinhado
Amado
Como seria impossível
Noutro lado do Universo
Lá até posso dizer disparates
Mas o que digo
Sai em forma de verso
Palavras
Que te dizem
De longe ao ouvido
Que tenho saudades
Das vossas coisitas
Das vossas borboletas
Das pequenas coisas
Que parecem menores
Mas que quando estão comigo
Diminuem as minhas dores
Por isso
Todas as noites
Bem ao adormecer
Sou levado em braços
Por lindos anjos
Para essa terra
Mágica
Sou levado
Pelos vossos carinhos
Para

A Via Láctea

Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 03/10/2006
Código do texto: T255074

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes