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SINCERÊS



10.09.06



Você tá brincando comigo, não é?
Só pode, me diz a verdade!
Se abra comigo, menino,
Quero ser sua amiga de fato, sem nenhuma falsidade!

Pode contar, amigo
Vou te entender de verdade
Aceito tudo, basta eu saber
Adoro a honestidade!

Sincerês? Isso existe de fato?
Então não é você mais um daqueles
Que faz tipo, bota banca,
Mas quando a verdade chega, se comporta como eles?

Não é que eu desacredite que haja
Pois eu mesma sou assim
E justamente por minha sinceridade
Muitos se afastam de mim

Logo eu, que amo a verdade
E piso em ovos, de mansinho
Com medo de machucar, acabo sempre ferida,
mesmo falando com todo carinho!

Eu sei, a verdade às vezes machuca
Mas a falsidade, sempre, e muito mais!
De ilusões sempre se vive
E sonhar é necessário, e bom demais

Mas mesmo assim sempre comento,
Quer saber algo, venha e me pergunte
Sou mesmo muito sincera, não tenho segredos,
E se me interpretar mal, me diga, discute!

Mas não é isso que acontece...
Se frustram, magoam, dão a última palavra
Não me ouvem, não me deixam me explicar
Às vezes chego a pensar que a verdade é amarga lavra...

Então me diga, poeta,
Sincerês realmente existe?
Será um idioma em falta,
Ou sou eu que o uso errado, fazendo que tanto se atrite?


(Em resposta a um poema do amigo Erdo Bastos).
Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 28/10/2006
Código do texto: T275649

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
192 textos (21457 leituras)
12 áudios (4784 audições)
5 e-livros (337 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 20:06)
Edilene Barroso