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-Pise no cuspe se for homem,
Se pisar tá xingando.
-Te quebro a cara
Seu fio da puta.
-È tua mãe.
-Não ponha minha mãe no meio
Que eu ponho no meio da tua.
-Quatro olho desgraçado.
-Vem, vem se for homem.
-Filhinho de papai, bichona.
Cuide, se tua irmã sair sozinha eu faturo ela.
-Não tem cacete p’ra isto. Você é brocha.
-Te cuida piá.
-Depois da aula de catecismo, pego ela.
-Vou falar p’ro meu pai, vai te matar.
-Ela já me mostrou a calcinha.
E os peitinhos também.
Disse que me gosta.
-Se você não parar vou falar pr’a tua mãe
-Não faça isso.
-Então pare.
Vamos jogar bola?
-Vou de goleiro.
-Tá bom.
-Não esqueça de beijar a maninha por mim. 
-Filho da puta.
-Cunhadinho.
-Um dia te arrebento
-Quer sobrinhos órfãos?
-Cachorro.
-Me empresta seu tênis p’rá amanhã?
-Só desta vez, lazarento.
-Deixa disso, tá na hora da janta, já vou.
Passa lá em casa depois.
-Eu vou.
-Tua irmã tá em casa?
-Não me importo.
-Ela não é meu tipo, guri.
Tava só te enchendo o saco.
-Tá bom.
- Mas deixa eu te conta,
Sonhei com tua mãe.
Ela tava peladinha;
Rebolando p´ra mim.
-Seu filho da puta.
Pise no cuspe se for homem.
Humberto Bley Menezes
Enviado por Humberto Bley Menezes em 18/11/2006
Reeditado em 18/11/2006
Código do texto: T294807
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Sobre o autor
Humberto Bley Menezes
Curitiba - Paraná - Brasil
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