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Para Nel Meirelles

o vento que não se cala
sob a janela do quarto,
parece um lamento!

eu... insone, ao relento,
apanho estrelas
pra te ofertar, Nel!

teus poemas,
teus conselhos, eu os ouço,
inda agora.

foste embora muito cedo!
tão antes da hora...
e sozinha... eu choro...

Verluci Almeida 20-11-2006

*

te amo tanto
e sempre
e mais
e muito
e ainda

te amo
nas manhãs
e nas tardes
e nas noites
e nas estrelas
e nos lagos
e nas folhas
e nas flores
e nas idas
e nas vindas

te amo
em mim
na tua casa
e no vento
que lambe
a boca da rosa
assim te amo:
porque és a minha poesia
e a razão da minha prosa

( Nel Meirelles )

*

banquete

nem bem a noite
mordisca o sol
me ponho a degustar
estrelas e o vinho branco
das tuas coxas

( Nel Meirelles )

*

bebedeira

não sei bem o motivo de ter o sol na minha janela
todas as manhãs. sabiás, pardais e sanhaços
também gostam de brincar de me acordar. me
levanto, bebo um gole de nuvens e recosto minha
cabeça no regaço da pouca sombra que resta no
quarto. quem sabe um dia eu consiga navegar até
o sol e me embriagar de luz?

( Nel Meirelles )

*

cabresto

meu corpo
é apenas a tradução
das estrelas
que escaparam
da minha boca

meu corpo é tão somente
a peça mais ínfima
desse abismo
incontrolável
onde mergulho toda
vez que acordo suado
e só

( Nel Meirelles )

*

medidas

jorram de mim
tantas palavras
tantos caminhos
tanta poesia
que preciso é redimensionar
os limites da consciência
e pulsar sol nas veias
com toda a inconseqüência
que a luz da tarde esconde

( Nel Meirelles )

*

observação

teus olhos
são as nuvens azuis
que cavalgam as tardes
do meu sonho de amor

( Nel Meirelles )

*

caçada

esqueci meus últimos versos dentro do livro amarelado
na estante. andei buscando as páginas e as letras, mas
somente traças me sorriam entre as dobras do papel,
cínicas. deixei, então, que os dedos conduzissem a dor
e a jogassem por entre as linhas tortas do caderno.
deu no que deu: um vazio rodeado de poesia por
todos os ângulos.

( Nel Meirelles )

*

BLOG de Nel Meirelles
http://www.falapoetica.blogger.com.br/

*

Adeus Nel... jamais te esquecerei...
teus conselhos para como eu escrever
um belo poema... ficarão em minha memória!
Guardarei com carinho os poemas que me enviastes!
Em meu coração viverás eternamente!

Verluci Almeida
Enviado por Verluci Almeida em 20/11/2006
Reeditado em 20/11/2006
Código do texto: T296832
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Sobre a autora
Verluci Almeida
Batatais - São Paulo - Brasil
125 textos (15078 leituras)
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Verluci Almeida