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GENÉTICA

Ao Sindroma
Aos meus amigos e amigas que conhecem esta realidade em mim e que me aceitam como tal com todo o seu enorme carinho e, claro, à minha mana Ritita que ontem assistiu à manifestação dele, duma forma suave, como suave parece ser agora a minha Vida
Obrigado por existirem e por serem quem são
                                    GENÉTICA

Prisão em si
Que não me deixa
Por vezes respirar
Que me indica
Não indicando
O meu peculiar lugar

Genética

Clausura de genes
Castradora de sentires
E guia venenosas
De perigosas acções
Que por vezes origina feridas
Em quem estimo
Pese embora todas as minhas
Louváveis intenções

Genética

Espelho do que sou
E do que sempre serei
Escravo
No lugar do rei
Capacidades inatas
Mas pouco percebidas
Super-poder
Que encerra um lado negro
Que de toda a gente quero esconder
Grilhetas
Que me irão acompanhar
Até ao dia
Em que eu morrer
Embora eu por vezes
As possa alargar
E por vezes
Me sentir livre
Podendo assim respirar e ser
Eterno sonhador
Pois se não fosse o sonho
Eu não saberia
Como respirar
E assim me juntar
Ao mundo em meu redor
Que é a minha casa
Que é a febre benigna
Nesta espécie
De segredo
E quase incompreendido
Fervor

Genética
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 01/11/2007
Reeditado em 01/11/2007
Código do texto: T719362

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes