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MEU GATO

Tem os olhos verdes penetrantes
Que mudam de cor por instantes
Fazendo dele sonhador e cruel.
Às vezes têm a beleza do céu.

Sérios, lembram barcos velados,
Em cais sereno ancorados,
De portos distantes, desconhecidos,
São dois sóis no espaço perdidos.

À noite, de mansinho, vem o dono
Dos olhos plenos de sono
Jogando seu encanto secreto.
Na voz um apelo discreto.

Infiltra-se, matreira, no meu leito,
Essa criatura tão sem respeito.
A língua acaricia o meu rosto
E sem permissão assume o posto

Entre os meus braços quentes,
Que, às vezes, ficam dormentes
Com o peso do seu corpo macio.
E cedo ao charme, ao longo mio

Desse gato antigo, ser misterioso,
Na história vindo de mundo tenebroso,
Aconchegando-o, tal criança, ao peito,
Para que tenha um sono perfeito.
30/01/05.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 22/03/2005
Código do texto: T7369

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão