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Poema de Amizade

Alentejo Cabo-Verdiano

Quando vejo paisagem Alentejana,
Não sei o que tenho em mente,
Parece-me ver terra Cabo-Verdiana,
Não sei se é da cultura ou da gente.

Tanta terra, tanta e tanta riqueza,
Imensa vontade de trabalhar,
O mesmo limiar de pobreza,
A mesma ansiedade por abalar.

As grandes planícies Alentejanas,
Como que a pedirem sementes.
As enormes praias Cabo-Verdianas,
A clamarem por novas gentes.

Na pele a mesma negritude,
Uns por pigmentação natural,
Outros por força de uma juventude
Passada ao sol do sul de Portugal.

Cabo Verde e Alentejo se confundem,
Nas gentes, nos hábitos e culturas,
As suas histórias, por vezes, se fundem
Nas tristezas, nas alegrias e agruras.

Eu, podia ser Cabo-Verdiano,
Tu, que nasceste lá bem distante,
Até podias ser um Alentejano.
Afinal a amizade é o mais importante.

FrancisFerreira
FrancisFerreira
Enviado por FrancisFerreira em 25/11/2007
Reeditado em 20/01/2008
Código do texto: T752573

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Sobre o autor
FrancisFerreira
Portugal, 59 anos
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