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SER DIFERENTE

Ao Sindroma e àqueles e àquelas que me acompanham e que são os meus fieis nas boas ou más horas, sempre, mesmo em silêncio, pois mesmo em silêncio sinto essas almas que são parte do cimento com que ergo todos os dias o edifício que sou e que serei até que feche os olhos por uma última vez num distante futuro
                                     SER DIFERENTE
                               (ou o meu jogo de espelhos)

Não é nada de muito aparente
É algo
Que tenho nos genes
E por isso…

Ser diferente

Acordar todos os dias
E todos os dias
Me olhar ao espelho
Sempre novo
E nunca jamais velho
Devido à minha força
Física e mental
Que o sindroma me deixou
Como uma compensação dele
Especial…

Ser diferente

Viver com ela
A minha grande companheira de aventuras
Eterna sombra
Que em mim perdura
Devolvendo-me a sombra
Que nunca me abandona
E para a qual tenho sempre de olhar
Mesmo que a renegue
E tente dela me afastar
Numa realidade crua
Que me obriga a olhar para a frente
E jamais para trás

Ser diferente

Saber que nos afectos
Sinto como toda a gente
E tenho a sorte de me saber exprimir
Mas troco a volta
Tantas e tantas vezes à forma como me sentir
Criando tempestades
Na água que sou
No copo dos que me rodeiam
Que não sabem o que sou, ou que desconhecem como comigo lidar
E por isso
Nem me amam
Nem me odeiam
Sendo apenas para eles o pior dos pecados
(Por muito que me esforce para o contrário)
Para eles e elas sou indiferente
O que me magoa terrivelmente

Ser diferente

Mas ao mesmo tempo
Ter esse poder
De abraçar a imensidão
De gostar tanto de uma noite de estrelas
Como uma noite de amor
Por me deliciar com pequenos gestos
Que para vós nada são
Mas que para mim são a luz
Que me ilumina
Como dizem os sábios
A sombra de Deus
Sou um artífice de pequenos nadas
De grãos de areia
Da minha interioridade
Invisível a todos
Mas que me fazem sentir
Um apóstolo da eternidade
Por onde caminho
A cada poema
Cada vez que sinto amor
Cada vez que faço ou conto uma história
Independentemente de quem tenha em meu redor
Cada vez que sinto essas queridas almas
Que de alguma forma ou feitio me estimam
Porque aprendi
Ao longo da minha estrada que leva ao infinito
Que a felicidade está dentro de nós
E que depende de nós apenas a poder tocar
Desde que nunca a quem nos rodeia
As possamos magoar
E por isso…
Me sinto feliz com o que tenho
Mesmo que só sejam sonhos
E a sombra da felicidade
Os sonhos são a minha cama
E a sombra o meu céu
E é por isso
Que acredito e acreditarei até ao fim
Que um dia
Os vossos sonhos
Também serão os meus

Ser diferente…
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 26/11/2007
Código do texto: T753737

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes