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Clamo a Véspera

De onde virá a dona do meu amor?
Avistando o horizonte,
meu imaginar despe-se da paciência,
e parte em busca daquela que terá o perfeito sorriso,
o abraço mais aconchegante e a pura fragância de rosas.
Tempo voa, nada encontro,
choro o cansaço no breu do meu quarto, faço par com a solidão.
Em minhas quietas noites passadas na janela,
foco o céu, admiro a lua
e chamo a sorte para o meu lado ao ver estrelas cadentes passearem.
Mostro ao mundo sem medo algum,
minha curiosa, porém debutante crença em milagres.
Escolho minha melhor roupa, o perfume mais marcante,
e compro das mais belas e admiráveis flores...
Corro para a esquina, a esperar que o vento traga ela ao meu encontro,
vejo carros, famílias, crianças correndo alegres...
até que um vestido azul me chama atenção.
Um lindo caminhar, a doce sutileza da meiga mulher chegava cada vez mais perto, tamanha beleza espantou-me,
me desesperei, não soube lidar...
E corri.
Voltei a observar de longe o horizonte,
percebendo o quanto me arrisquei indo lá fora,
e tendo a certeza, de que ainda não estou preparado para amar.
Mas um dia irei provar...




Edwin Ataíde
Enviado por Edwin Ataíde em 29/01/2006
Código do texto: T105464
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Sobre o autor
Edwin Ataíde
Santos - São Paulo - Brasil
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Edwin Ataíde