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Poema 0584 - Fale de ti




Quando voltar, me fales de ti, do amor, de nós,
daqueles sonhos que pararam no meio do sono,
dos eternos que não passaram de uns poucos dias,
fales do amanhecer, mas quando eu bater na tua porta.

 
Ontem foram ventos que não fizeram tempestades,
nenhuma música ficou gravada, nada ouvi de amor,
pensei em voltar mais cedo, os caminhos estavam fechados,
testemunhei todos os gozos de amantes que não eram os nossos.

 
Sou água de um rio que não tem margem, não tem fundo,
apenas me destruo, minha carne fica impura longe da tua,
as lágrimas não têm sal, apenas escorrem por meu rosto,
até voltar a ti e falar de amor, até querer minhas vontades.

 
Amanheceu! Os sinos tocam no alto de todas as torres;
nos mares, as ondas param no meio, a luz volta ao horizonte,
não morrerei por teu amor, talvez me mates, talvez me ames,
nada sei, antes de voltar e falar de ti, de nós, do amor...
 

03/02/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 03/02/2006
Código do texto: T107509
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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