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SEI-TE MORTO

Sei-te morto lá fundo
do coração palpitante,
ave caída em vertigem
do seu vôo de sonho.
Sei-te morto, choro pérolas
rolando na face marcada
pela guerra de sedução
dos sexos em ebulição
na babilônia do leito.
Sei-te morto, avesso do vivo,
ser de existência abstrata,
tocar-te nunca eu pude,
mas sabia da existência
dentro de mim a evoluir
em prazer, dor e alegria,
a ejacular tantas palavras
para gerar a poesia.
Sei-te morto, ó Amor,
nas horas do crepúsculo
e nas madrugadas frias
teu fantasma tem o dom
de me esbugalhar os olhos
pensando que ressuscitaste
igual ao homem da cruz...

12/04/05.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 12/04/2005
Código do texto: T10945

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão