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FÉRIAS AO EGO


Quando falam de amor
corto as unhas
afinal ele tem pele macia
um controle de nervos sem ser remoto
e não é ela, é ele,
o amor é algo masculino
um taxista sem pressa de chegar
quiçá um vidro de barbitúricos
na penteadeira da bailarina...

É estranho pensar sobre o amor
pois ele não é pensamento
é como se enchessemos o cérebro
com doses cavalares de músculos
e com alto grau de sofisticação
inventássemos um pensamento amoroso
sem gordura ou colesterol...

Sinceramente, não sei do que se trata;
quando meu coração estava em construção
me apaixonei muito...

Amor palafita, gravitacional, invasor,
acho que foi repartido quando criado
e que apenas lascas, fagulhas, centelhas
nos aparecem na imensa escuridão de sua ausência...

Talves devessemos percebê-lo melhor
nos ausentando de nós mesmos,
algo como dar férias ao ego,
levá-lo à praia, instigá-lo,
misturá-lo aos outros,
nos perdermos definitivamente,
mas aí eu acho que já seria loucura,
ou melhor, seria amor.

Preto Moreno11/02/2006


Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 10/02/2006
Código do texto: T110222

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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