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(A)MAR UMA OITAVA ACIMA

Há umas poucas coisas
que você precisa saber.
Não é muito,
e no entanto,
não é pouco.
Mas é preciso dizer.
Não importa
que haja um oceano
entre você e eu.
Há um (in)continente
e saudável amor insano,
de mais ninguém,
só teu e meu.
E não importa o oceano,
e os vendavais que o agitam:
só o chão
que este amor
(in)continente
nos deu.
Se você notar
que vai meio aos poucos
deixando de me amar,
saiba que pouco a pouco
também vai morrendo
o meu (a)mar.
Porque meu amor
se alimenta
do sal deste teu (a)mar.
Mas se o teu (a)mar,
(em) (in)continente
amor crescente teimar
saiba que o mapa
do meu (a)mar
sobre o teu (in)continente amor
segue e teima em invadir
o (in)continente a aumentar.
Mas se um dia, amado,
o teu coração me esquecer
e, contido, o (in)continente
não tiver pra onde crescer,
e o meu (a)mar, represado,
nada tiver a fazer,
resta a mim fincar raízes
nas memórias e lembranças,
teimosas, doces meretrizes,
e buscar em uma oitava rua,
ou num oitavo andar do passado,
o alimento dos dias felizes
em que o continente foi criado.
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 10/02/2006
Código do texto: T110243

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154037 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 11:11)
Débora Denadai

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