Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Carrego Flores Mortas no Peito

Carrego flores mortas no peito
e pedaços de corações mutilados.

O amor em mim é criança natimorta. A canção
deixada ao vento morno das tardes
é para afugentar fantasmas.

Sou todo amargura, e descontentamento, e desejos perdidos, e
vida de braços dados com o torpor.

Os dias são azuis. As noites
carregam pronessas vãs.
Não vou me entregar
ao verme do amor.
Não vou morrer
tentando beijar o monstro do ciúme.

Vivo, e deixo viver.
Amo, e não deveria amar.
Sou, e esqueci de me tornar
escravo da vaidade.
MAXIMILIANO DA ROSA
Enviado por MAXIMILIANO DA ROSA em 22/02/2006
Código do texto: T115062
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
MAXIMILIANO DA ROSA
Imbé - Rio Grande do Sul - Brasil, 43 anos
24 textos (925 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 11:02)
MAXIMILIANO DA ROSA