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(imagem de Joaquim Nobre)

O AMOR ENTROU PELA JANELA

O Amor chegou em casa
instalou-se e veio jantar.
Dormiu, acordou, foi pra casa.
Talvez volte pra almoçar.
Quando o Amor bateu à porta,
(e, Carlos, não sei se na aorta)
porque talvez não a achasse
ou quem sabe se perdeu -
ou sei eu se era porque
o meu coração, de amor era ateu.
Bateu. E como não fosse ouvido -
já se sabe, eu era surda
ou tinha cera no ouvido,
por vencido não se deu.
E como a porta não abrisse
Ele entrou pela janela
(que as da alma estavam abertas)
e sem que ninguém o visse
botou fogo nas panelas,
e fez a comida certa.
Já era um Amor rodado,
cinquenta quilos de bagagem,
sujeito dos mais confiados,
pra minha alegria e sorte,
não tinha tempo pra bobagem...

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 24/02/2006
Código do texto: T115680

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154025 leituras)
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Débora Denadai

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