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Champanhe

Vou recolhendo taças, cacos,
Sorvendo o resto do champanhe
Que sobrou da festa, bebendo
Lágrimas salgadas, amargas..
Malditas, incontidas, doridas...
O telefone mudo me traz de
Volta o momento exato de
Quando levaram minha alma.
Como cega tateio as paredes,
Sento no jardim esquecida de mim,
Que o mundo pare de girar, quero
Esquecer, quero ficar assim,
Perdida como a nuvem, querendo
Desabar em temporal, chover...
Retiro do peito o tolo sonho,
Enxugo minha face molhada ...
A canção linda, aponta onde errei,
Onde esqueci de acordar, do
Mal logrado sonho que sonhei...
Onde exatamente, me anulei?...
E a dor vai lacerando meu peito.
Já nem sei se amei, se me odeio...
Amor, há o amor que se veste de ouro
E prata, só para envenenar devagar,
Matando dia após dia, com toda calma...
Assim bêbada, envenenada, nem percebi
Minha alegria se despedir, partir...
Ela foi embora mansamente...
Não!... - Acho que chorei demais!...
Preciso de champanhe para sorrir!...
Ou da minha droga, meu ópio?
Quero mais champanhe borbulhando
Em minha taça, este está acabando...
Miseravelmente, está chegando ao fim!...

Mari Trujillo
09.02.2005

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Mary Trujillo
Enviado por Mary Trujillo em 27/02/2006
Código do texto: T116844

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Sobre a autora
Mary Trujillo
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