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As Horas



Ditam-me, como ditam meus passos,
nos meus atos, desejo do exíguo tempo que restou,
presas ao momento, contam soltas em meus espaços,
na sobriedade de mim, as horas vão lentas em insano clamor.

Pesam-me em sombras seus cantos sem cor,
preso à garganta, abraçam-me na pressa em que meu corpo beijou,
no leito, a morte sorri no fétido semblante que jaz sem o calor,
as horas que juntam vitórias ao miserável minuto que a vida ganhou.

As mãos que outrora juntavam,
seguem unidas nas rezas que o corpo em sua fé entregou,
impiedosas horas que em auroras distantes maquiavam
a face que traz a marca que o tempo lembrou.

Correm as horas no compasso do tempo que meu sonho abrigou,
entre os corpos, os ponteiros contam as horas das alegrias sem fim,
que ornadas de sorrisos seguem no caminho onde o destino encontrou
os passos do amor nos minutos que marcam o infinito de mim.
 
As horas, nada além, somente as horas, e um amor...



28/02/2006
 

“Os ponteiros de mim ditam as horas de um tempo onde me faço viver - By-Aisha"
Aisha
Enviado por Aisha em 05/03/2006
Código do texto: T119218
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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 50 anos
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