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Força de amor




Hoje acordei íris na visão do mundo,
enxerguei os passos que me seguiam
pela noite que cobre o corpo em lençóis de paz,
titubeei o escuro do teu corpo,
procurei pelos atalhos já antes tocados pelo corpo meu.


Volto todas as noites e deixo sonhos sobre seus nus,
enxergo mares, rios, água em um deserto árido,
mas é amor que sente, amor que me toca a pele,
somos aço, lithium, ferro, somos carnes,
até que noutra noite vem a realidade doutros dias.


Encontrei hoje a boca semi-aberta respondendo ao beijo,
as mãos soltas ante aos olhos do amanhã,
Segui então pelos caminhos encobertos
pela vergonha de muitos que calaram suas vozes
nos ecos que cantei em acústico universo.


Gritem o que quiserem, esqueça meus pesadelos,
preciso ser vã, alheio as vontades da razão,
ando por entre ruas da sua quarta fase de amor,
como se fosse lua, como se ainda voltasse maior,
então faz desejos, provoca a vida que um dia pedi.


Venho no grito que clama em vestes de amor,
sou paixão, quero fogo alimentando meu calor,
o sol dançando nos corpos dos que se despem insanos
no despertar do novo que vem,
sou o que sei no novo que me traz em você.


27/02/2006
Aisha
Enviado por Aisha em 09/03/2006
Código do texto: T120819
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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 50 anos
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