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DORES DE AMOR

Se amar não doesse,
que coisa é essa que me atravessa e me desfalece,
chego a dobrar os joelhos numa amorosa prece,
pedindo que venha, pedindo que fale,
ao coração que bate, que se debate
entre a saudade e a ausência?

Se amar não doesse,
por que chego a ter visões em pleno dia,
chego a escutar anjos em brancas sinfonias,
nas nuvens que vejo, móbiles do meu desejo,
vejo teu rosto, teu corpo, teu tudo,
que me deixa tonto, que me deixa mudo?

Se amar não doesse,
por que pesco sonhos se nem tenho rede,
por que água me falta se nem tenho sede,
montanhas escalo em vasta planície,
todos me dizem, é pura sandice,
amar desse jeito, um amor perfeito,
tão louco, tão fundo?

Se amar não doesse,
sentido nenhum teria essa vida,
para que o espinho na rosa florida,
as vãs serenatas em noites perdidas,
rascunhos, poemas, tatuar teu nome,
recusar banquetes e ainda ter fome,
olhar teu retrato e ver a si mesmo,
andar, tuareg, à solta, à êsmo,
voar infinito nas asas do tempo,
se amar não doesse, o que me dói por dentro?

Preto Moreno
13/03/2006



















 
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 13/03/2006
Código do texto: T122579

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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