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Poema 0632 - Ansiedade




Hoje acordei invisível para meus antigos sonhos,
esqueço os desejos compossíveis de cada dia,
não tenho nenhuma verdade estampada no rosto,
carrego somente lembranças das noites dos meus ontens.

 
Caminho entre a sombra e o espaço que existe entre meus céus,
meus sentimentos não são nada singular , ninguém está só,
passo a frente do meu tempo e corro além dos amores,
os plurais da paixão estão gravados na minha pele, dentro e fora.


Quero ser o ausente mais presente nas saudades que me magoaram,
matei cada fantasma que me seguiu por longos anos,
ouço ainda barulhos deste passado infiel,
talvez não tenha jogado fora toda a casca, preciso me limpar melhor.


Sou o mesmo homem, do mesmo amor, da mesma paixão,
ouço meus gritos e muitos são de prazer,
não roubo carinhos, divido-os ao meio com a mulher amada,
quero-a como extensão de meu corpo e final de minha alma.


Volto as ruas que caminhei quando não era de alguém,
não reconheço minha própria casa, o portão ainda estava aberto,
assim como a vontade de ir ao passado e recomeçar,
não existem sonho sem glória, espaço sem luz, corpo sem amor.


Minha ansiedade ainda se move lentamente, sinal de vida,
não tenho pretensão de profetizar nada além das minhas necessidades,
sou apenas um nome, um amante confuso na multidão de apaixonados,
voltarei a dormir, talvez a sonhar com um amor forte, maior que o eu.


27/03/2006


Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 27/03/2006
Código do texto: T129264
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas