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Poema 0635 - Quisera não ser noite




Quisera eu algumas vezes ser noite,
as palavras param no meio da garganta,
julgo estar errado, mesmo assim continuo,
minha alegria está disfarçada em tristeza.


Separo luzes no meu pedaço de alma,
escondo alguns poucos desejos,
na pele um arrepio frio sobe até as lembranças
provocando um tipo qualquer de êxtase.


Quisera eu saber por onde anda meu amor,
aquelas mãos que me furtaram carinhos,
a boca que jurou estar apaixonada,
os olhos que brilharam quando fizemos amor.


Deixo que a noite engula minhas sombras,
sou um inocente culpado por amar tanto,
da paixão, me resta o calor que deixou no meu corpo,
dos beijos apenas um sabor agridoce dos seus lábios.


Quisera eu saber cuidar do seu amor, como o meu,
plantar em seu peito a vontade de felicidade,
leva-la pelas mãos até nosso esconderijo
e sonhar, até que o mundo gire um milhão de vezes.


Esta noite tem um pequeno brilho atrás da saudade,
voltarei aos sonhos, aos desejos de eu e você,
preparei nossa casa como se montasse um altar,
nada além de amor e paixão, o que preciso pra te amar.


28/03/2006

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 28/03/2006
Código do texto: T130062
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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