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Poema 0637 - Amor calmo

 


Derrama meu desejo em um canto qualquer,
separe um pouco da eternidade que jurei,
misture pedaços da minh'alma impura,
coloque gelo entre minha e sua paixão,
acaba tudo se quiser, ainda assim,
restará meu amor, este é indestrutível.


Caminho pelas alamedas frias de um coração,
perdi-me em algum ponto da sua vida,
errei no toque, sabotei alguma parte do seu corpo,
fiz pequenas promessas e as cumpri todas,
quem sabe os deuses não sabem do meu jeito de amar,
tenho planos que nenhum humano ousou sonhar.


Apague seu fogo se quiser, apague a lua,
deixa os esplendores da paixão, são eternos,
quando verdadeiros, jamais se aquietam no coração.
As luzes continuaram acesas, as portas abertas,
as paredes coloridas de amarelo como pediu,
no teto, um desenho secreto que jamais foi decifrado.


Tenho amor calmo, a paz que julgo a mais tranqüila,
lembrando minhas infantis vontades, te amo.
Declaro não ser mais segredo nenhum sentimento meu,
todos os carinhos, todas as vontades, todos os desejos,
os êxtases dos corpos quais embrulhamos as paixões,
fizemos um, os prazeres, as almas, minha e sua.


22/03/2006

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 29/03/2006
Código do texto: T130394
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas