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DIA CHUVOSO

Olhando a chuva, minh'alma é pura tristeza.
Uma cantilena que lembra antiga canção,
invade suave e devagarinho o meu coração.
A chuva tece na vidraça linda renda de Veneza.

Tua imagem se faz presente em mim, lentamente,
vejo além da janela teu sorriso lindo e tão amado.
As minhas mãos tristes tocam o vidro gelado,
nele buscando talvez o calor de tua mão ausente.

Mãos que tão suavemente me acariciavam.
Pernas que se entrelaçavam, me aprisionaram.
Olhos onde eu naufragava e me perdia em mim.

Relembro teus beijos que do chão me tiravam.
Teus braços que com sofreguidão me apertaram!
Saudade! Nunca houvera amor tão grande assim.

 Verluci Almeida

28/02/2006



P.S.
Com este soneto 'Dia Chuvoso', ganhei o primeiro lugar

no 3º Concurso de Poesias da Comunidade "Navegantes

das Estrelas" realizado no período de 06 a 12-03-2006.

*
Verluci Almeida
Enviado por Verluci Almeida em 30/03/2006
Reeditado em 10/09/2009
Código do texto: T131054
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Sobre a autora
Verluci Almeida
Batatais - São Paulo - Brasil
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Verluci Almeida