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Escrevi um livro.
Sabe qual o resultado?
Fracassei completamente!
Depois resolvi mudar. E compus uma música.
Adivinha?
Fracassei de novo!
Parti então para a pintura.
Digamos que tenha ficado digno de pena. - Puxa vida!? como posso ser esse desastre?
Não desisti.
Sou persistente - e que ninguém diga o contrário!
Tive a melhor idéia de todas!
Mas qual!? Escultura não é fácil... e mesmo que fosse,
não teria chegado perto do resultado esperado!
Me recolhi para pensar.
Pensei.
Pensei.
Pensei. Viajei por todo o céu. Por todo o cosmo. Surfei nas ondas
deixadas pelos rastros dos cometas. Empinei pipas em companhia dos astros.
Tropeçei em um dos anéis de Saturno - Quem mandou bagunçar o universo como
se fosse o meu quarto? - e caí de cara na minha cama.
O sol brilhava já no ponto mais alto do céu.
Levantei com o rosto todo vermelho do tombo que levei.
Fui me lavar. Mamãe batia na porta me apressando, me chamando de vagabundo.
Preferia assim.
Vagabundo.
E não o incopetente.
Já conformado olhei pra frente e descobri o que tanto procurei.
- Que é isso? disse você ao receber o embrulho.
-É a única coisa em todo o universo, capaz de rivalizar contigo
em matéria de beleza! respondi.
O embrulho foi desfeito com delicadeza.
Apartir daí o mundo todo contemplou duas de você.
Minha tarefa estava cumprida.
E o que era?
Um espelho!
Gabriel Gabe Jurke
Enviado por Gabriel Gabe Jurke em 02/04/2006
Código do texto: T132482
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Sobre o autor
Gabriel Gabe Jurke
Curitiba - Paraná - Brasil, 30 anos
77 textos (4618 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 01:35)
Gabriel Gabe Jurke