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A Lira de Luiriel

A Lira de Luiriel
(Trecho da Saga: Templários)

CANTA OTTONIEL:
‘Óh Lua, quão cego é este amor.
Desça você à Terra,
Ou me leve para céu.

Meus olhos ardem ao ver seu brilho
Meus braços anseiam ter mais que sua luz
Desça você à Terra, ou me leve para o Céu.’
 
CANTA A LUA:
‘Grande Rei dos Elfos,
Meu Eterno devoto.
Não posso eu quedar-me à Terra
Nem você ascender aos Céus.

Mas teu amor me comove,
Revolve todo meu ser.
Te dou hoje uma de minhas filhas:
Luiriel, a mais bela Estrela de todo o Céu.’
 
CANTA OTTONIEL:
'A Lua não posso ter,
Mas uma filha ela me deu,
Seja bem vinda minha Princesa.
Luiriel, a mais bela Estrela de todo o Céu.'

CANTA A LUA:
‘Luiriel, irmã das estrelas.
Teu berço eu não embalei
Mas seu sono, na minha luz,
Eu sempre velei.

Luiriel, Princesa de Zhwellen,
Ao Mundo, você é meu presente.
Bendito é seu brilho, seus olhos e seu fruto,
Pois a Maldição será selada por sua semente.’ ”


Leia o contexto da Lira, narrado por Ottoniel, o Senhor dos Elfos:

Quem não me conhece, deixe eu me apresentar, sou Ottoniel, o primeiro elfo, nascido junto com o próprio mundo. Foi eu quem plantou a primeira semente do jardim de Zhwellen e vi a Natureza dar-lhe de presente cada filho e filha elfos como belos adornos a este mundo.

Eu amei as aves; amei a terra; amei o mar, a música, o vento, a chuva e tudo o que sentia eu simplesmente adorava. De cada um de meus amores, nasceu um belo filho ou uma bela filha, um novo presente de Gaia para mim, o chamado Grande Rei dos Elfos.

Numa noite do solstício de verão, eu olhei para o céu e, mais uma vez, me apaixonei: eu amei a Lua.
Quão dolorosa foi esta paixão, pois eu jamais consegui tocar minha amada. Apenas a olhava, e me banhava em seu brilho noturno.

Eis meu canto de lamento, recitado à minha amada:

‘Óh Lua, quão cego é este amor.
Desça você à Terra,
Ou me leve para céu.

Meus olhos ardem ao ver seu brilho
Meus braços anseiam ter mais que sua luz
Desça você à Terra, ou me leve para o Céu.’
 
Meus lamentos não foram em vão e, numa noite, a Lua me respondeu:

‘Grande Rei dos Elfos,
Meu Eterno devoto.
Não posso eu quedar-me à Terra
Nem você ascender aos Céus.

Mas teu amor me comove,
Revolve todo meu ser.
Te dou hoje uma de minhas filhas:
Luiriel, a mais bela Estrela de todo o Céu.’
 
Assim nasceu a Princesa Luiriel, filha da Lua e do meu amor. Luiriel quedou-se do céu, e nasceu criança nos meus braços, então cantei:

'A Lua não posso ter,
Mas uma filha ela me deu,
Seja bem vinda minha Princesa.
Luiriel, a mais bela Estrela de todo o Céu.'

Princesa Luiriel, Filha da Lua, Estrela Celeste que quedou-se à Terra. A menina cresceu mui bela e o brilho das estrelas podia ser visto em seus olhos; da mãe Lua também herdou uma aura branca que circundava todo seu ser.
Mas não foi só a beleza celeste que ela herdou de sua mãe. Luiriel recebeu, também, uma estranha profecia recitada pela Lua:

‘Luiriel, irmã das estrelas.
Teu berço eu não embalei
Mas seu sono, na minha luz,
Eu sempre velei.

Luiriel, Princesa de Zhwellen,
Ao Mundo, você é meu presente.
Bendito é seu brilho, seus olhos e seu fruto,
Pois a Maldição será selada por sua semente.’
Kzar
Enviado por Kzar em 03/04/2006
Código do texto: T133100

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Sobre o autor
Kzar
Mundo Novo - Mato Grosso do Sul - Brasil, 39 anos
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