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Sede


 Para Clayton,
a vida não pode morrer...
 
 
Seca-me a boca nas palavras que não proferi,
ecos ensurdecedores rompem o silencio mudo que escolhi
nas amarras que me envolvem sugando da alma que recebi.
 
Perdem-se na sede que o mundo sugere em fontes,
nascentes límpidas dando cor aos olhos feridos
no desamor, rebento parido sem parto, sem dor,
veia seca em jardim florido de tempestades sem nenhuma flor.
 
Sede de vida diante à fonte que a vida imprime
nos corações doentes onde a mácula é o penhor,
do novo ausente, a incerteza do que virá depois,
no sulco vertente, sinto o gosto sem perceber o sabor.
 
Sede... Tenho sede da alma que no mundo perdeu-se,
seca da esperança visto-me do luto diante às vozes que o perdeu
ao silenciar os atos que o levariam ao apogeu...
 
Sede... Tenho sede da ação que gera vida,
nas mãos do menino que o sonho é o hoje até que o sol se ponha,
da noite, ficam apenas as estrelas colorindo os passos perdidos,
de um corpo pequeno e contrito que não merece pagar a pena,
dos então sóbrios vampiros que consagram sua alma à tristeza
em saber que a felicidade é o moinho na roda que o sonho lhe desenha.
 
Sede... Da justiça tão cega, tão distante, tão sofrida,
grito ao mundo na sequidão da minha voz,
abram os ouvidos as fontes e aplaquem a fúria tão só
das almas que trilham os desertos tendo em si apenas areia e pó...
 
30/03/2006
 
(Não existe menino de rua... só os meninos sem chance...)
Caio Lucas
 
 
Aisha
Enviado por Aisha em 06/04/2006
Código do texto: T134670
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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 50 anos
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