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ESPELHO CRUEL









 
Maldito espelho, que adornas a parede em fria apatia.
Quisera eu poder desfrutar dessa dádiva dos céus.
Se seu destino eu tivesse, quanta alegria teria.
Um rosto angelical, toda manhã eu veria.
Momentos de alegria eu compartilharia.
Um par de olhos negros, todo dia me fitariam.

Ah! Se eu seu destino tivesse...
Uma fortuna eu pagaria.
Só pra desfrutar esses momentos sublimes.
Se em seu lugar eu estivesse, o quê você faria?
Se desse encantamento eu de você privaria?
Por que não me responde insensível ser?

Um sorriso irônico a minha face presencia.
Um pensamento maroto minha mente surpreende:
Mas quando ela em ti olha, sou eu quem ela vê.
Quando para ti sorri, é pensando em mim que ela o faz.

Uma raiva incontida surge de repente.
Uma dúvida nebulosa me aflige o espírito:
E quando ela chora?
Por que não  a confortas, espelho cruel?
Gilberto Feliciano de Oliveira
Enviado por Gilberto Feliciano de Oliveira em 08/04/2006
Código do texto: T135930
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Sobre o autor
Gilberto Feliciano de Oliveira
Araguari - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
75 textos (8104 leituras)
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